A Terra: A Joia Azul Vista pelos Arcturianos
Luzes de Arcturus
[ 7 de September de 2026 by Luzes de Arcturus 0 Comments ]

A Terra: A Joia Azul Vista pelos Arcturianos

Quando observam a Terra, os Arcturianos a chamam, simbolicamente, de “Joia Azul”. Não apenas pela beleza de seus oceanos vistos do espaço, mas pela riqueza espiritual que este planeta abriga.

Para eles, a Terra é uma grande escola da alma, onde milhões de consciências vivem experiências de aprendizado, escolhas, desafios e crescimento. Cada ser humano é considerado uma centelha de luz em constante evolução.

Os Arcturianos ensinam que nosso planeta atravessa um importante momento de transição. Velhas estruturas baseadas no medo cedem espaço para uma consciência fundamentada no amor, na cooperação e no respeito à vida.

Eles enxergam além das dificuldades atuais. Veem o enorme potencial da humanidade para despertar valores como fraternidade, responsabilidade, criatividade e união com a natureza.

A Joia Azul é um organismo vivo, cuja energia responde aos pensamentos, sentimentos e atitudes de todos os seus habitantes. Cada gesto de amor, perdão e compaixão fortalece sua frequência e contribui para o despertar coletivo.

Segundo essa perspectiva, cuidar da Terra é também cuidar de nós mesmos. Somos parte desse grande organismo vivo e temos a missão de preservar sua beleza física, energética e espiritual para as futuras gerações.

Que possamos olhar para nosso planeta com os mesmos olhos de reverência com que os Arcturianos o contemplam: um mundo precioso, cheio de possibilidades e destinado a manifestar cada vez mais luz, consciência e amor.

A Jaula de Ferro
Luiz Junior na Quarta Dimensão
[ 7 de September de 2026 by Luiz Junior na Quarta Dimensão 0 Comments ]

A Jaula de Ferro

Estes dias estava estudando um pouco de filosofia (gosto demais e sempre dou uma olhada quando tenho algum tempo) e me deparei com a ideia de Jaula de Ferro de Max Weber. Para este filósofo, a burocracia é uma coisa muito boa, pois, essencialmente, faz com que as coisas aconteçam da melhor forma possível, com racionalidade, planejamento, ordem e método. Porém, quando ela fica exagerada, aí é como se entrássemos em uma jaula de ferro – aprisionados pelos excessos. Assim que fechei a aba com a aula, dei de cara com o quadro Crono Devorando Um Filho, de Goya (quadro que, hoje, está no Museo del Prado, da Espanha). 

Goya – Crono devorando um filho – Museu del Prado – Madrid/Espanha

Neste quadro, como podemos ver acima, temos o deus grego Crono – deus do tempo, da ordem, da regra e da disciplina – devorando um de seus filhos. E isso me conectou imediatamente à ideia de Weber. 

E o que isso tem a ver com a sua vida e com o seu dia-a-dia?

Para entender esta conexão, devemos voltar para a Mitologia Grega. Nos mitos gregos de criação, Urano – um dos deuses primordiais – desce à Terra de tempos em tempos para fecundar Gaia. Ele desce, fecunda a Deusa-Mãe e, em seguida, volta para a sua vida de oba-oba. Gaia, então, engravida, e em cada gravidez ela sofre intensamente com dores excruciantes. E ela vai tendo seus filhos – monstros como os hecatonquiros (gigantes com centenas de pernas, olhos e braços), ciclopes (os gigantes de um olho só), e os Titãs (que terão papel primordial na história mítica grega). E, então, farto disso, um de seus filhos (Crono) decide matar o pai com um golpe de sua foice e, com outro golpe, corta o órgão genital do pai e o joga ao mar – e, das espumas do impacto do órgão com o mar nasce Afrodite, deusa do amor e da beleza. Crono, então, assume o controle de todo o Universo junto de sua esposa-irmã Reia. Porém, um oráculo diz que Crono um dia será destronado por um de seus filhos. Chegamos, então ao quadro de Goya – Crono passa a devorar seus filhos um a um. Cansada, Reia salva Zeus (entregando um pacote de pedras para Crono devorar). Zeus liberta Hades e Poseidon, e com a ajuda dos irmãos e dos gigantes anteriormente aprisionados por Crono, destrona o pai, assumindo o controle de todo o Universo.

E o que isso tem a ver com a ideia da Jaula de Ferro e da Burocracia? Vamos compreender o mito por partes:

1 – Urano engravida Gaia – aqui, há a criação indevida, exagerada, descontrolada, e que só gera destruição e dor;

2 – Crono mata o pai e joga o órgão genital ao mar – Há a intervenção da regra, do limite, da ordem, da seriedade, do padrão e do controle. Com isso, nasce Afrodite – a mais bela das criaturas;

3 – Com medo de perder seu trono, Crono passa a devorar seus filhos – agora desejando o controle de tudo, Crono passa a destruir sua própria criação.

Vemos, aqui, que o mito repete a ideia de Weber – controle é bom e necessário. Limite é bom e necessário. Padronização é bom e necessário. Mas, quando exagerados, nos prendem na Jaula de Ferro, trazendo destruição, dor e aprisionamento. 

E quantas vezes estamos presos nas nossas Jaulas de Ferro, por exagero? Quantas vezes nos impomos regras exageradas, limites exagerados, controle exagerado? Segundo Freud, este superego hipertrofiado é um dos primeiros passos para recalcar questões que, mais cedo ou mais tarde, virão à tona trazendo problemas.

Temos, portanto, que cuidar para não colocar a nós mesmos em Jaulas de Ferro. A contemporaneidade quer exatamente isso, para, cada vez mais, nos vender a solução para as nossas crises através de produtos e entretenimento cada vez mais massificados e inúteis – e que, no fundo, só nos aprisiona ainda mais em nossas Jaulas de Ferro.

Sagrado
Keywitch
[ 6 de September de 2026 by Keywitch 0 Comments ]

Sagrado

As definições encontradas no dicionário PRIBERAM para a palavra “sagrado” incluem: 

1. Que recebeu a consagração, que se sagrou.

2. Relativo ao culto religioso. = SACRO, SANTO ≠ PAGÃO, PROFANO

3. Que inspira ou deve inspirar grande respeito ou veneração. = SACRO, SANTO

4. Que deve ser cumprido ou respeitado (ex.: direito sagrado, promessa sagrada). = INVIOLÁVEL

5. Que é muito puro ou tem qualidades superiores.

Assim sendo, o sagrado é aquilo que é digno de respeito religioso e profunda veneração.

Segundo Mircea Eliade, o ser humano aprende o que é sagrado porque este se revela a ele, se mostrando totalmente diferente do profano, definido como aquilo que é alheio à religião. A partir de tal ideia, temos o pensamento de que o que é sagrado vai variar, então, de acordo com cada religião, e cada uma delas pode ter uma variada quantidade de “coisas” consideradas sagradas: templos, objetos, pessoas, relíquias, palavras ou frases, ritos, rituais, locais/espaços naturais ou construídos pelo ser humano, ensinamentos, dogmas, tradições, posturas (condutas, ações, posicionamentos, comportamentos), textos ou livros, nomes, períodos de tempo ou do ano, alimentos e bebidas, formas geométricas, estrelas e planetas, plantas, etc. O sagrado, a depender da religião a que se refira,  chega a abranger até mesmo os pensamentos humanos e a maneira como se desenrolam as relações sexuais entre as pessoas. Logo, o sagrado manifesta se sempre como uma realidade inteiramente diferente das realidades “naturais” (ELIADE, p. 12), mesmo que o objeto de culto ou espaço de serviço seja a própria natureza. 

Para a Igreja Católica, a liturgia (serviço no culto) é algo sagrado. No Siquismo, o Guru Granth Sahib é o livro sagrado, sendo reconhecido pelos siques como o Guru vivo e eterno.

Para nós, bruxas, o sagrado para a bruxaria é uma construção pessoal e cultural que pode incluir elementos como a natureza, os ciclos da vida, a fertilidade, a morte, as estações do ano, a lua, os sonhos, os animais, as ervas, o nascimento, o luto e as passagens humanas, segundo a Wikipedia.

No trecho a seguir, de Buckland, vemos a sacralidade da fumaça do incenso em nossa religião:

“Que a água sagrada e a fumaça do incenso sagrado eliminem qualquer impureza deste punhal, para que ele fique puro e limpo, pronto para me servir e aos meus deuses, da maneira que eu desejar. Que assim seja”. (p.96)

Nosso mistérios antigos e ancestrais também nos são sagrados.

A Ayahuasca, elemento sacro e cultural central de religiões como o Santo Daime e a Barquinha, servindo não apenas como uma ferramenta medicinal e espiritual, mas também como um meio de transmissão de conhecimento e fortalecimento das tradições locais (Religiões Ayahuasqueiras – Religião e Poder).

Elemento comum a tudo o que foi dito é o espanto (forte impressão) diante do sagrado, do grandioso, do sobrenatural, diante do mysterium tremendum, como dito por Rudolf Otto. O espanto que nos encanta e transforma as experiências religiosas em sagradas, visto serem elas manifestações distintas do regular, ordinário, corriqueiro, cotidiano, profano.

Conclui-se, portanto, que o sagrado não se limita a objetos, lugares ou rituais específicos, mas representa uma dimensão da experiência humana que transcende o cotidiano e confere significado, reverência e transformação à vida. Embora cada tradição religiosa reconheça diferentes manifestações do sagrado, todas compartilham a percepção de que existe algo que ultrapassa o comum e merece profundo respeito. Seja na liturgia católica, no Guru Granth Sahib do Siquismo, na Ayahuasca das religiões ayahuasqueiras ou na relação da bruxaria com a natureza, os ciclos e os mistérios ancestrais, o sagrado revela-se como uma realidade que conecta o ser humano ao transcendente. Na bruxaria, o sagrado é vivenciado de maneira profundamente imanente: ele está presente na Terra, nos elementos, nos ciclos lunares e sazonais, nas divindades, nos ancestrais, nas ervas, nos animais e nos atos rituais que reafirmam a interdependência entre o ser humano e a natureza. Assim, cada prática mágica realizada com respeito, intenção e consciência torna-se um ato de comunhão com o divino, reconhecendo que a própria vida é uma manifestação do sagrado. É justamente essa capacidade de despertar o espanto, o encantamento e o sentimento de pertencimento ao mistério que faz do sagrado um elemento fundamental das religiões e da espiritualidade humana.

Referências bibliográficas

BUCKLAND, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. — 1. ed. – São Paulo: Editora Pensamento Cultrix, 2019.

ELIADE, Mircea, 1907 1986. O sagrado e o profano. – São Paulo: Martins Fontes, 1992.

https://www.bing.com/ck/a?!&&p=b1e1521944b6568d6a7d0ac4c484d028e8c3e10d36ce653a30877861aac306daJmltdHM9MTc4MzU1NTIwMA&ptn=3&ver=2&hsh=4&fclid=090bffa9-99e4-6995-0ca6-e88b98556840&u=a1aHR0cHM6Ly9wdC53aWtpcGVkaWEub3JnL3dpa2kvQnJ1eGFyaWE&ntb=1, em 09/07/2026

https://catholicus.eu/pt/o-sentido-do-sagrado-ensinar-aos-jovens-o-respeito-na-liturgia/, em 9/07/2026

https://religiaoepoder.org.br/artigo/religioes-ayahuasqueiras, em 09/07/2026

“sagrado”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2026, https://dicionario.priberam.org/sagrado, em 09/07/2026

https://siquismo.org, em 09/07/2026

Jornada Rúnica, Parte 1 de 3: O Ætt de Freyr e Freyja
runas
[ 5 de September de 2026 by Conexões Rúnicas 0 Comments ]

Jornada Rúnica, Parte 1 de 3: O Ætt de Freyr e Freyja

Já que chegamos até aqui…

…com uma possibilidade real de uma “Jornada Rúnica” com o Elder Fuþark (ou Runas Nórdicas). Então vamos agora dividir essa jornada em 3 partes, cada um representando um “Ætt” – que são chamados assim por serem grupos de oito runas.

No primeiro Ætt estão as runas ligadas diretamente à terra e ao nosso dia-a-dia, por isso estão muito ligados a nosso corpo físico e nossa individualidade, ligados aos deuses Vanir da prosperidade e da abundância: Freyja e Freyr.

A Jornada Rúnica começaria da seguinte forma:

Nós recebemos um corpo que precisa do que a Terra oferece para se mover e prosperar no mundo material (fehu ᚠ), e somos responsáveis em mante-lo saudável e forte em corpo e mente diante das adversidades (ūruz ᚢ).

Esse corpo deseja se expressar em palavras, mesmo que isso às vezes soe desconfortável; comunicar-se requer sensibilidade e tato para mediar conflitos inevitáveis (þurisaz ᚦ). E tão importante quanto se expressar, é escutar e sermos canais das mensagens do mundo além, trazendo a voz de Odin ao mundo físico através da boca (ąnsuz ᚨ).

Saber aonde se quer chegar é essencial, tal como manter-se na rota apesar das distrações pelo caminho (raiðō ᚱ). E mesmo na nas noites mais escuras, os caminhos se abrem e respostas se revelam à medida que seguimos em frente: é a luz da tocha que ilumina a verdade diante das incertezas (kenaz ᚲ).

Cada ser traz consigo presentes em forma de talentos, habilidades ou bens que, ao serem compartilhados, revelam o valor da troca e da harmonia (gebō ᚷ). E dessa troca cresce dentro de nós a alegria de celebrar as conquistas junto àqueles que temos como irmandade (wunjō ᚹ).

A progressão da Jornada Rúnica pode ter soado bem diferente do Tarot, porém podemos ver ao menos um em comum: da mesma forma que vemos cartas que representam personagens mais próximos do nosso dia-a-dia no Tarot (os 4 elementos, o pai, a mãe, as instituições), vemos também o corpo, gado, a palavra dita, as habilidades manuais, que faziam parte do dia-a-dia de diversos povos europeus no início do milênio passado.

Assim chegamos ao final da primeira parte da nossa Jornada Rúnica!

Agora quero ouvir de você: comente abaixo o que achou!

Como combater a ansiedade através da regulação emocional
terapeuta
[ 5 de September de 2026 by Ofício Místico 0 Comments ]

Como combater a ansiedade através da regulação emocional

Existe uma pergunta que eu faço para quase todo mundo que chega até mim carregando ansiedade. Não é “há quanto tempo você sente isso?” nem “o que aconteceu para isso começar?”. A pergunta é mais simples e, ao mesmo tempo, mais desconcertante:

Se a ansiedade fosse o problema, por que você continua ansiosa mesmo depois de tentar controlá-la?

A maioria das pessoas trava quando ouve isso. Afinal, a resposta óbvia seria: “porque eu ainda não encontrei a técnica certa” ou “porque eu não tenho disciplina suficiente.” Mas nenhuma das duas respostas resolve nada de verdade. E eu acho que, no fundo, quem carrega ansiedade crônica já sabe disso. Já tentou respirar. Já bebeu mais água. Já dormiu melhor por um período. E, ainda assim, a ansiedade voltou.

Este artigo parte dessa pergunta e tenta percorrer, com honestidade, o que está por baixo da ansiedade que não passa. Não vou te dar uma lista de técnicas. Vou tentar te mostrar um território em que a maioria das abordagens não entra.

O que a gente aprende sobre ansiedade

Desde cedo, aprendemos que a ansiedade é algo que precisa ser controlado. As orientações que circulam vão sempre nessa direção: respire fundo, conte até dez, beba água, durma bem, faça exercícios e, se precisar, tome remédio.

Essas orientações têm valor; não estou dizendo que são inúteis. Elas ajudam o sistema nervoso a se regular no momento agudo, e isso importa. No entanto, elas tratam o sintoma — e sintoma e causa são coisas totalmente diferentes.

Quando você aprende a se acalmar no momento da crise, mas não entende o que a gerou, acaba presa em um ciclo: acalma, volta ao normal, a ansiedade retorna, acalma de novo. Às vezes esse ciclo dura anos. Às vezes, a vida inteira.

O que raramente alguém pergunta é: de onde vem essa ansiedade? O que ela está tentando dizer? Por que ela aparece neste exato momento e não em outro?

Essas perguntas parecem simples, mas abrem um caminho completamente diferente. Quando você começa a perguntar o que a ansiedade está apontando, para de tratá-la como uma inimiga. E isso muda a direção de todo o trabalho.

A ansiedade como sinal

Gosto de pensar na ansiedade como um sistema de alerta. Ela não aparece porque seu corpo está errado ou porque sua mente está quebrada; aparece porque alguma coisa no seu interior está pedindo atenção.

Pode ser uma crença sendo ameaçada, uma situação que toca em uma ferida antiga ou um padrão que se repete há tanto tempo que você nem percebe mais que ele está lá. Mas a ansiedade sabe — e ela sinaliza.

O problema é que fomos ensinadas a desligar o alarme, e não a investigar o que o disparou. Então ficamos nessa engrenagem: o alarme toca, a gente desliga; ele volta a tocar, a gente desliga de novo.

Quando digo que a ansiedade é um sinal, não estou romantizando o sofrimento. Sei que a ansiedade dói. Sei que ela paralisa, cansa, surge nas horas mais inconvenientes e que conviver com ela é exaustivo. Mas é exatamente por isso que faz sentido parar e perguntar: o que ela está me dizendo que eu ainda não ouvi?

Enquanto essa pergunta não for feita, o ciclo continuará.

O sistema inteiro

Uma coisa que esquecemos com frequência é que somos um sistema integrado. Não somos só mente, só corpo ou só emoção. É tudo isso funcionando ao mesmo tempo, em um constante diálogo.

A ciência já demonstrou, por exemplo, que o intestino e o cérebro se comunicam continuamente através do chamado eixo intestino-cérebro. O intestino possui um sistema nervoso próprio e produz cerca de noventa por cento da serotonina do corpo — o neurotransmissor associado ao bem-estar e ao equilíbrio emocional. Isso significa que o que acontece no seu intestino afeta diretamente como você se sente emocionalmente. O contrário também é verdadeiro: estados emocionais crônicos de estresse e ansiedade afetam a microbiota intestinal.

Digo isso porque a ansiedade, quando crônica, nunca é só “coisa da cabeça”. Ela é um estado do sistema como um todo. Tratar apenas um aspecto enquanto os outros ficam intocados tem um limite muito claro.

Isso não significa que você precisa resolver tudo de uma vez. Significa apenas que, quando falamos em regulação emocional de verdade, a conversa precisa considerar esse sistema por inteiro: o que você come, como dorme, como se move, que tipo de relações mantém, no que acredita sobre si mesma e o que essas crenças produzem no seu corpo e nas suas decisões.

O ego e o que ele está fazendo

Outro conceito que aparece muito quando começamos a investigar a ansiedade de perto é o ego. Este é um conceito que carrega muita confusão, pois a maioria das pessoas ouve “ego” e pensa em arrogância, vaidade ou em alguém que se acha superior.

Mas, no contexto que me interessa, ego é outra coisa: é o mecanismo psíquico que cria continuidade. É a estrutura que te dá um senso de identidade, definindo quem você é, como o mundo funciona e o que esperar das situações e das pessoas. O ego organiza a experiência diária e cria padrões para que você não precise avaliar absolutamente tudo do zero o tempo todo.

Em um mundo previsível, esse mecanismo funciona super bem. O problema é que o mundo não é previsível. Quando o ego encontra incerteza, quando as coisas não saem como o esperado ou quando a identidade é ameaçada, ele entra em alerta. Ele tenta criar controle onde não há controle, prever o imprevisível e garantir o ingarantível.

A ansiedade, muitas vezes, é o ego nesse estado de alerta desesperado. Não porque ele esteja errado, mas porque está tentando te manter segura em um ambiente que não parece oferecer segurança suficiente.

Entender isso tira o peso do julgamento do processo. Você não está ansiosa porque é fraca, porque não tem fé suficiente ou porque não está se esforçando o bastante. Você está ansiosa porque tem um sistema que aprendeu a funcionar dessa forma e que ainda não encontrou outro jeito de operar.

E um sistema que aprendeu pode aprender diferente. Mas isso exige ir além do mero controle do sintoma.

As crenças que sustentam tudo

Quando cavamos um pouco mais fundo na ansiedade crônica, quase sempre encontramos crenças. Não pensamentos soltos, mas estruturas sólidas: formas fixas de entender a si mesma e ao mundo que foram aprendidas, na maioria das vezes, muito cedo.

Uma crença não é algo que você escolheu conscientemente acreditar. É algo que você aprendeu a tomar como verdade a partir de experiências repetidas, de mensagens recebidas e da forma como as pessoas ao seu redor reagiam a você na infância. Por terem se formado tão cedo, essas estruturas ficaram por baixo de tudo. Elas não surgem como pensamentos fáceis de questionar; surgem disfarçadas de realidade.

Pesquisadores como Teal Swan trabalham especificamente com o conceito de crença central: a crença mais fundamental que uma pessoa carrega sobre si mesma ou sobre o mundo. Frases internas como “eu não sou suficiente”, “eu não estou segura”, “eu preciso me controlar para ser aceita” ou “se eu me mostrar de verdade, vou ser rejeitada”. Essas crenças não ficam escritas em nenhum lugar visível, mas organizam a forma como você interpreta tudo o que acontece.

Byron Katie, por meio do método The Work, propõe um questionamento direto dessas crenças:

  • Isso é verdade?
  • Você pode ter certeza absoluta de que isso é verdade?
  • O que acontece quando você acredita nesse pensamento?
  • Quem você seria sem ele?

Essas perguntas parecem simples, mas são profundas porque nos obrigam a olhar para a crença como uma construção, e não como um fato consumado. E quando a crença deixa de ser um fato e passa a ser apenas uma perspectiva, abre-se espaço para a transformação.

O filme Divertida Mente 2 mostrou isso de forma visualmente precisa: o sistema de crenças da personagem Riley é construído como uma teia de memórias e experiências que sustentam sua identidade. Quando novas experiências ameaçam essa teia, o sistema entra em colapso. A Ansiedade, representada como uma personagem no filme, é exatamente esse estado de colapso do sistema.

A questão que fica após ver o filme é a mesma que surge em um processo de autoconhecimento: o que acontece quando a gente começa a investigar a nossa própria teia?

A Casa 6 e o que o corpo manifesta

Na astrologia, a Casa 6 representa a saúde, as rotinas, o serviço cotidiano e as crises que o corpo manifesta quando algo está fora de lugar. É onde a alma fala através do físico, dos hábitos e das pequenas escolhas do dia a dia.

Existe uma frase que costumo usar ao falar sobre a Casa 6 e que resume bem essa ideia: o que te engatilha está te pedindo cura.

Um gatilho não é o problema em si; ele é o mapa. Quando algo te engatilha, está apontando para uma ferida que ainda não foi integrada, para um padrão que continua operando ou para uma crença que ainda está sendo alimentada. O gatilho é apenas o momento em que tudo isso sobe à superfície.

A maioria das pessoas quer eliminar o gatilho: evitar a situação, a pessoa ou o assunto que dispara a reação. Às vezes isso é necessário como medida temporária de proteção. Mas, se a ferida apontada pelo gatilho nunca for cuidada, qualquer fagulha parecida continuará disparando a mesma reação.

Aprender a ler o próprio gatilho é uma das práticas de autoconhecimento mais sofisticadas que existem. Isso exige que você, no momento em que estiver mais desregulada, consiga se perguntar: o que isso está me dizendo sobre mim?

Não é fácil, mas é o que realmente move a agulha.

Tarô e astrologia como linguagens de leitura interna

Trabalho com tarô e astrologia há anos, e uma das perguntas que mais recebo é: “Mas isso tem alguma relação com psicologia? Com autoconhecimento de verdade?”

Tem, sim. E vou explicar como vejo isso.

Tarô e astrologia não são ferramentas de adivinhação no sentido que a maioria das pessoas imagina. Elas são linguagens simbólicas — sistemas de arquétipos que a humanidade desenvolveu ao longo de séculos para nomear experiências internas que, às vezes, são difíceis de articular em palavras.

Quando uma carta de tarô sai em uma leitura, ela não está prevendo o futuro. Ela está oferecendo uma imagem, um símbolo e uma perspectiva para te ajudar a enxergar algo que estava no seu ponto cego. Às vezes a imagem ressoa de imediato; às vezes ela incomoda. E o incômodo, quando investigado, revela ainda mais do que a identificação imediata.

A Sacerdotisa, por exemplo, é uma das cartas que mais aparecem quando trabalho com pessoas em processos de autoconhecimento. Ela representa o conhecimento interior, a percepção que antecede a palavra e a sabedoria que não precisa de explicação para ser válida. Quando surge, geralmente está apontando para algo que a pessoa já sabe sobre si mesma, mas ainda não está disposta a admitir.

A astrologia funciona de forma parecida. O mapa astral não define quem você é. Ele mapeia tendências, padrões e áreas da vida que tendem a ser mais desafiadoras ou mais fluídas. Quando você passa a compreender esses padrões, ganha mais poder de escolha sobre como responder a eles.

Eu não uso essas ferramentas como oráculo; uso como espelho. E um espelho é uma das coisas mais úteis que existem no autoconhecimento, porque ele te mostra exatamente o que você não consegue ver de onde está.

A diferença entre se acalmar e se regular

Existe uma distinção central em tudo o que trabalho e que faço questão de nomear com clareza: acalmar e regular não são a mesma coisa.

  • Acalmar é pontual. Você está em crise, usa uma técnica, o sistema nervoso desacelera e a crise passa. Isso é importante e tem seu valor, mas é uma intervenção de superfície.
  • Regular é estrutural. É o processo pelo qual o sistema aprende a operar de uma forma diferente ao longo do tempo. Não significa que a ansiedade vá sumir, mas sim que a sua relação com ela muda. Você começa a reconhecer os padrões antes de chegar ao pico da crise, entende o que está acontecendo nos bastidores antes que o sistema se descontrole e ganha mais espaço de manobra entre o gatilho e a sua reação.

Regulação emocional é um exercício de amor-próprio e autocuriosidade. Não no sentido de um autocuidado estético — com banhos de espuma e playlists relaxantes —, mas no sentido de estar disposta a se encarar mesmo quando o que você encontra é difícil.

  • Amor-próprio é a disposição de não se abandonar diante da própria bagunça interna.
  • Autocuriosidade é a capacidade de perguntar “o que está acontecendo aqui?” em vez de julgar ou reprimir o que está sentindo.

A curiosidade é o oposto do julgamento. Quando você se torna curiosa sobre a sua própria ansiedade, sai do modo reativo e entra no modo observador. Essa mudança de postura interna, por mais sutil que pareça, é o que abre espaço para que algo novo aconteça.

Por que o processo precisa ser contínuo

Uma das expectativas mais comuns de quem começa um processo de autoconhecimento é a de que haverá uma linha de chegada — um momento em que tudo estará resolvido, os padrões superados e a ansiedade extinta para sempre.

Esse ponto de chegada não existe. E isso não é uma má notícia, embora possa parecer da primeira vez que você ouve.

O que existe é um aprofundamento progressivo da relação que você tem consigo mesma. Você não vira outra pessoa; você apenas se aproxima de quem já é, retirando as camadas que foram acumuladas ao longo dos anos. Esse processo é feito de fases: às vezes você avança muito; às vezes um padrão antigo reaparece; às vezes passa semanas bem e, de repente, algo te desestabiliza de um jeito inesperado.

Isso não significa que o processo falhou. Significa que ele está vivo.

A Escala de Hawkins, que mapeia estados emocionais em frequências que vão da vergonha e da culpa até a paz e a iluminação, é uma ferramenta útil para entender essa jornada não como uma linha reta, mas como um campo de movimento. O objetivo não é morar no topo da escala, mas sim ter mobilidade. Sair da apatia para a tristeza já é um movimento. Sair da vergonha para a raiva já é uma forma de regulação. Cada degrau tem o seu valor.

E cada degrau exige que você esteja disposta a olhar para onde está antes de tentar ir para onde quer chegar.

O que muda quando você para de lutar contra o que sente

Tenho uma frase que costumo dizer no final das minhas palestras e que resume muito do que apresentei aqui:

A ansiedade quer aprofundar a relação que você tem consigo mesma. A regulação virá do amor que você tiver nesse contato.

E, ah… ela não vai embora.

Essa última parte costuma causar reações fortes. A maioria das pessoas que busca trabalhar a ansiedade quer, no fundo, livrar-se dela para sempre. Eu entendo isso. Mas dizer que ela vai sumir seria desonesto da minha parte.

O que muda é a relação. A ansiedade continuará aparecendo “com as malas dela”, como gosto de dizer. Mas é você quem decide se abre a porta, como responde a ela e quanto espaço ela vai ocupar. Isso depende diretamente do quanto você se conhece, do quanto entende seus próprios padrões e da sua capacidade de se observar sem se julgar.

Quando você para de combater o que sente e passa a se relacionar com isso de outra forma, algo finalmente se move. Não da noite para o dia, nem de forma dramática. Mas se move.

E esse movimento começa com uma decisão que parece pequena, mas é gigante: parar de tratar a ansiedade como inimiga e começar a perguntar o que ela está querendo te dizer.

Por onde começar

Se você chegou até aqui pensando “certo, mas o que eu faço agora?”, eu compreendo a sua dúvida. E serei direta: não existe uma resposta única.

O que funciona depende de onde você está, do seu padrão específico, das crenças que estão operando por baixo e de como o seu sistema responde. É por isso que o trabalho individualizado existe e é por isso que não acredito em fórmulas genéricas.

No entanto, existe um ponto de partida universal: a disposição de se questionar.

De parar quando a ansiedade surgir e, antes de tentar eliminá-la a qualquer custo, perguntar a si mesma: o que isso está me dizendo? O que está acontecendo aqui além do desconforto que estou sentindo?

Essa pergunta, feita com honestidade e sem a pressa de obter uma resposta imediata, é o verdadeiro começo de um caminho diferente.

Não de controle, mas de entendimento. E o entendimento, no longo prazo, é o que constrói uma regulação de verdade.

Arquétipos: o que são, como utilizar e o que não fazer.
o espelho de vênus
[ 4 de September de 2026 by O Espelho de Vênus 0 Comments ]

Arquétipos: o que são, como utilizar e o que não fazer.

Recentemente, vi muitos vídeos, textos e gente falando na internet sobre arquétipos, como ativá-los, etc. Fiquei bem assustada e preocupada com algumas das informações, por que podem ser prejudiciais para quem acredita.

Confesso que eu mesma procrastinei a escrever sobre esse tema, apesar de ter os arquétipos como parte importante da minha pesquisa de iniciação científica, de usar a teoria na parte simbólica das minhas leituras de tarot. Meu principal receio era trazer isso de uma forma muito acadêmica ou superficial, e acabar causando mais desinformação ou confusão sobre o assunto. Mas já faz um tempo que vocês me pedem, e eu acho que é importante entender: o que é verdadeiro nesse monte de informações? Como você pode usar arquétipos na sua vida?

O arquétipo: 

O termo arquétipo como usamos hoje foi criado pelo médico e psicanalista Carl G. Jung e faz parte dos conceitos fundamentais da psicologia analítica. Entretanto, os símbolos arquetípicos já existiam antes de serem classificados em uma teoria, já atuavam na psiquê humana e eram usados pelos nossos antepassados dentro das religiões, arte e cultura. 

O que é um arquétipo? Ele é um símbolo que expressa uma verdade da vida humana, independente da época histórica. Ele tem essa premissa de ser universal – há muitas críticas a esse modelo de ideia universal, e eu mesma como taróloga, bruxa e estudante de psicologia tenho minhas ressalvas quanto ao universal. Entretanto, tenho que admitir que concordo que os arquétipos falam sobre dilemas humanos atemporais, como o amor, a competição, o eu, a traição, a relação com a comunidade, o sacrifício, o tempo, o nascimento, morte e renascimento. Os símbolos arquetípicos contam partes do arquétipo, mas dificilmente trazem todas as camadas do Arquétipo por inteiro. 

Na minha vivência, percebo o quanto os símbolos arquetípicos podem causar impactos na ampliação da consciência, e principalmente, em encontrar soluções criativas para os problemas que estamos vivendo. São como histórias simbólicas que nos ajudam a encontrar a solução em um momento de dúvida ou angústia. A nível espiritual, também nos ajudam a convocar uma energia para ser utilizada em um ritual. 

A nossa cultura está repleta de símbolos arquetípicos, alguns sendo hiper estimulados inclusive. Falo mais sobre isso, no decorrer do texto. 

No amor podemos observar o Arquétipo dos Amantes, sendo expressos em boa parte das comédias românticas e religiões. Ele é constituído basicamente, de uma personagem, que vai se apaixonar, ter dúvidas sobre o próprio sentimento e das outras pessoas (comum estar apaixonada por mais de uma pessoa), vai passar pelo dilema da escolha, o conflito ético. O Amante tem conflito ético entre escolher a verdade do seu coração ou viver tentando agradar os outros (pode ser o parceiro, a família ou a sociedade). 

Podemos observar esse símbolo arquetípico nos mitos que envolvem os relacionamentos de Afrodite, na escolha de Iansã por Xangô e não Ogun, em Romeu e Julieta. Nesse último caso,  o casal não tem dúvida dos sentimentos, mas existe uma pressão social para que não fiquem juntos. Atualmente vemos isso com frequência em casais LGBTQAP+, onde a família, a religião ou mesmo o estado tentam impedir a união. 

No tarot partes do arquétipo dos Amantes aparecem em diversas cartas e leituras. No meu trabalho já aconteceu de aparecem mulheres acreditando que precisam de conexão com a deusa afrodite para resolver um problema no amor, mas muitas vezes, após fazermos uma leitura simbólica e energética, percebemos que os arquétipos de renascimento, como a deusa hecate ou perséfone são os que vão ajudá-la a restaurar a harmonia e satisfação na vida amorosa. 

Magia é psicologia então?

Não! Hoje a psicologia tem termos que explicam em partes o que rola no processo mágico, entretanto o processo mágico e de conexão com algo maior, o uso da intenção para criar novas realidades e estados de espírito são processos diferentes da em cada uma dessas áreas de saber. 

Por que isso pode ser importante para você?

Porque com isso você pode criar rituais para aumentar seu autoconhecimento, se entender melhor, usando a magia como uma das formas de recurso para obter isso. E, por experiência própria, posso te afirmar: bruxas com autoconhecimento e senso crítico são capazes de abalar uma estrutura inteira e construir uma outra realidade em cima. Mas elas não fazem isso apenas com autoconhecimento, elas também jogam energia e intenção sobre uma situação em especial. A magia é e sempre será, a arte de desejar e manipular energias para realizar um objetivo, que pode inclusive ser algo totalmente externo. Como conseguir um novo emprego, atrair um novo amor ou usar ervas que melhoram a comunicação dentro da sua relação. 

Mentiras e confusões sobre os arquétipos, o que você deve evitar: 

Tem circulado muitas informações que não necessariamente verdades. Aqui eu quero te ajudar a entender algumas delas para você diminuir obstaculos. 

Devemos evitar lado sombra de um arquétipo

Essa é a basteira que toda vez que alguém fala uma fada morre. Isso é construído na ideia de que seríamos apenas Luz e se não entramos em contato com as nossas dificuldades, elas desapareceram. Isso é oposto da magia e do autoconhecimento, que operam sobre a contradição e equilíbrio das forças. Mas me conta uma coisa, se você matasse ou negasse a sombra, como você poderia fazer magia? Se você quer saber mais sobre como trabalhar a sombra dos arquétipos, comenta aqui embaixo. 

Podemos viver apenas um arquétipo? 

NÃO. E por que? Somos seres complexos, na vida vivemos uma grande onda de sentimentos, ações, situações. Não somos um personagem de filme, desenho, nem um mito grego. Gosto de um termo chamado possessão pelos arquétipos, é da psicologia, fala de quando temos um arquétipo hiper estimulado, quando tentamos nos relacionar apenas como um símbolo arquetípico. Isso faz a nossa psique ficar rígida e com déficit de outras ideias criativas para lidar com a vida. 

Na magia eu gosto muito de pensar na ideia de deusa mãe. A gente pode ter uma divindade como principal, mas é normal termos divindades amigas ou transitórias que nos ajudam em situações específicas. E uma não anula a outra, são a união dessas forças que vão dar base ao seu caminho na magia. Lembre-se a harmonia nasce do contato dos diferentes e da resolução dos conflitos, não do envio dos diferentes para debaixo do tapete. 

Energia feminina e masculina. 

Cuidado com livros, vídeos e pessoas que colocam como energia feminina ser passiva – e masculina agressiva – pode ser só estereótipos de gênero mascarados de “sabedoria profunda”. 

Encene até se tornar real:

Arquetípicos não são personagens que você encena, mas ideias criativas ancestrais que você pode se apropriar para superar obstáculos na vida. Inclusive já recebi relatos de pessoas encenando deusas, esquecendo da energia espiritual e política envolvidas nisso, e passando muito mal depois (fisicamente e emocionalmente). 

É só colocar uma foto da deusa no seu celular:

Colocar uma foto de uma deusa ou símbolo não vai ativar um arquétipo – você pode admirar uma obra de arte (inclusive recomendo), mas apenas essa imagem não vai resolver seus problemas por você. 

Dito isso, tem como usar os arquétipos de forma consciente? Tem, mas já aviso que é mais elaborada do que por uma foto da deusa na tela do seu celular. 

Como podemos usá-los de forma consciente e prática em nossas vidas. 

Se você já é praticante de magia, frequenta terreiros, cultua alguma divindade ou frequenta alguma outra religião, provavelmente já usou arquétipos em suas práticas, mas talvez só não tenha percebido. No seu dia a dia, você pode entrar em contato consciente com os arquétipos com essas ações:

  • Ler sobre os símbolos e mitos que te interessam.
  • Fazer terapia (vai te ajudar a localização seus padrões) .
  • Apreciar arte (cinema, quadrinhos, literatura).
  • Entender o contexto histórico do símbolo arquetípico que você se te interessou 
  • Se perguntar, sempre quando encontrar um símbolo que te chama a atenção: o que eu gosto? O que me causa repulsa ou estranhamento? 
  • Lembrar que o amor, ódio, paz, guerra, dúvida, morte e renascimento fazem parte de você, em alguma medida. 
  • Leia e aprenda sobre ervas e elementos naturais daquele culto. Se sentir à vontade, experimente. 
  • Lembrar que todos os arquétipos são úteis e vão te ajudar em alguma medida. 
  • Aprenda a reconhecer os gatilhos e respeitar seu tempo de digestão, arquétipos são complexos e maravilhosos, mas pode ser lento o processo de lidar com eles, respeite seu processo de amadurecimento e conexão com eles.

Se você quer um texto onde te ajudo a se conectar com arquétipos que podem te ajudar na sua vida amorosa, comenta aqui embaixo, que eu crio uma parte 2 desse texto. 

O Poder Oculto das Ervas: Como a Magia Ancestral das Ervas Transforma a Prática da Bruxaria
ervas
[ 4 de September de 2026 by Mariana Borges Santos — Talibah 0 Comments ]

O Poder Oculto das Ervas: Como a Magia Ancestral das Ervas Transforma a Prática da Bruxaria

Antes das tradições, religiões e livros de magia, a humanidade já trabalhava com ervas para  cura, proteção e conexão com o mundo invisível. Em todas as culturas antigas, desde os  povos egípcios até hoje, as ervas são vistas como presentes sagrados da mãe terra, elas  influenciam não apenas o corpo físico, mas as emoções, a energia e o espirito, não é à toa  que a maioria dos remédios vem de plantas.  

Na bruxaria, esta sabedoria permanece, ela foi estudada e passada adiante por curandeiras,  benzedeiras, parteiras e praticantes que entenderam que cada planta possui sua essência, e  é uma forma de nos ligar ao mundo espiritual.  

Quando estudamos magia das ervas, não falamos apenas de usar uma folha, pois a planta  tem muitas propriedades em seu todo, semente, raiz, caule, folha, flor. Estamos falando de  uma linguagem ancestral, que é baseada em milhares de anos de observação e estudo sobre  a natureza. 

Nossos ancestrais há tempos atrás, antes da medicina moderna, já observavam, cultivavam e  testavam cuidadosamente as plantas, percebendo quais curavam feridas, quais fortaleciam o  corpo, quais alteravam estados de consciência, quais acalmavam e assim por diante. 

Estes experimentos e a convivência diária, fizeram o ser humano ter respeito pelas ervas. E  com o tempo elas deixaram de ser vistas apenas como remédio e alimento, ocupando um  espaço sagrado nos rituais, cerimonias e práticas espirituais, desde enfeitar uma cerimônia  de casamento a um chá servido em um ritual. 

Uma coisa é universal, apesar de cada povo ter sua própria maneira de trabalhar com as  plantas, o que se sabe é: a natureza possui consciência, e cada planta possui forças que  ajudam o ser humano, e isto é visto em muitas tradições de bruxaria até hoje.  

Sob o ponto de vista da magia, as plantas são mais do que folhas, raízes e flores, elas  manifestam qualidades energéticas especificas. Algumas ajudam no equilíbrio emocional,  outras ajudam na energia de prosperidade, outras na purificação do ambiente. 

E a descoberta destas correspondências não foi por acaso, elas foram construídas por  séculos de estudos, observação e principalmente troca de experiências entre diferentes  povos.  

Ao começar a trabalhar com ervas, o praticante cria uma ligação com a natureza, formando  entre eles uma parceria, onde o praticante direciona sua intenção e potencializa a energia  daquela planta. Fazendo com que a combinação de intenção, conhecimento e respeito  fortaleça sua pratica mágica.  

Existe um princípio básico sobre as plantas: a nossa relação com as ervas deve ser feita com  presença e respeito, independente da vertente da bruxaria que você pratica. Esta conexão é  fortalecida quando, compreendemos a origem desta planta, colhemos ela com respeito, 

observamos seu ciclo de vida, e quanto maior esta conexão, mais potente será sua  experiência ritualística. 

Podemos colocar as plantas em nossa pratica espiritual de várias maneiras: banhos,  defumações, sachês mágicos, amuletos, óleos, unguentos, altares, velas, incensos artesanais,  infusões ritualísticas e feitiços. Mas o mais importante é, como usar com consciência.  

Uma folha sendo usada com proposito e conhecimento, tem mais poder do que misturar  várias plantas sem intenção alguma. A magia começa quando o praticante une a energia da  planta com o objetivo do trabalho.  

Aprender magia com ervas não é apenas decorar tabelas de correspondências, é  desenvolver a sensibilidade de observar a natureza, e criar uma relação com elas, assim elas  passam a se tornar aliadas naturais e não só ingredientes.  

E isto você não vai apender em livros, apesar que sim, eles são importantes, mas a  sensibilidade vem da pratica.  

O tempo passa, mas as ervas continuam se comunicando conosco, mas muitas vezes nós não  escutamos, pois, a vida moderna é corrida, mas devemos resgatar esta conexão, e recuperar  esta forma antiga de caminhar pelo mundo e reconhecer que a natureza faz parte de nós e  da nossa caminha espiritual.  

Na próxima caminhada que você for fazer, tente, aproxime-se com respeito, intensão, amor  e humildade de uma planta ou uma flor, converse com elas, elas são professoras silenciosas.  

A magia ancestral das ervas, está ao nosso alcance, nós só precisamos estar dispostos a  aprender com elas.  

Quer aprofundar seus conhecimentos sobre a magia? Acompanhe os conteúdos da Encantos de Sekhmet e participe das próximas vivências e cursos presenciais, onde você aprenderá a  construir uma relação consciente e prática com a magia.