Dias e horários mágicos
Luiz Junior na Quarta Dimensão
[ 17 de July de 2026 by spellfairadm 0 Comments ]

Dias e horários mágicos

Você sabia que existe uma técnica milenar para que você possa fazer magias, simpatias e feitiços de forma muito mais eficiente? Estamos falando da Estrela dos Magos, uma sequência simples de dias e horários que te ajudarão a escolher os períodos para realizar seus trabalhos mágicos, seja para o amor, seja para o conhecimento, seja para a conexão espiritual ou seja para encontrar um trabalho novo ou o que precisar.

A base são os planetas – os sete planetas antigos, incluindo os luminares Sol e a Lua: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Os planetas, aliás, estão presentes em diversos grimórios (compêndios de magia antiga) e seus dias e horas mágicas são utilizadas não só para feitiços, como também para evocações e rituais diversos.

Mas como usar este conhecimento? Na figura abaixo, vemos a Estrela dos Magos:


Na distribuição da Estrela, partindo do Sol (o mais importante e visível astro celestial), que, por isso, está no topo da estrela, seguimos pela seta verde, em direção à Lua. Na mesma ideia, partimos da Lua para Marte, então para Mercúrio, depois para Júpiter, em seguida para Vênus e, depois, para Saturno. E, então, voltamos para o Sol. A sequência, portanto, é:

Sol – Lua – Marte – Mercúrio – Júpiter – Vênus – Saturno – Sol

O mais importante, agora, é conectar com os dias da semana:

Sol – domingo

Lua – segunda-feira

Marte – terça-feira

Mercúrio – quarta-feira

Júpiter – quinta-feira

Vênus – sexta-feira

Saturno – sábado

Pode até parecer somente ilusão da mente de místicos e pessoas crédulas, mas veja a tabela abaixo, comparando os dias da semana em algumas línguas de origem latina e anglo-saxônicas:

Os dias da semana em inglês e em alemão, como você pode ver na tabela, seguem nomes de deuses nórdicos. Em língua portuguesa, porém, os deuses pagãos foram substituídos pelo latim “feria” – dia do Senhor – portanto, temos domingo (dia do senhor), segunda-feira – segundo dia do senhor, e assim por diante.

Agora, conhecendo os efeitos dos planetas sobre as pessoas, poderemos entender a importância de cada dia:

Sol – alegria, brilho pessoal, energia

Lua – maternidade, geração, emoções, sentimentos

Marte – vitória, luta, coragem

Mercúrio – inteligência, comunicação, diálogo

Júpiter – crescimento, sorte, aumento

Vênus – amor, romance, paixão, ouro, dinheiro, luxo

Saturno – seriedade, maturidade, realidade

Então, digamos que você precisa encarar uma seleção para um emprego, com várias fases e dinâmicas de grupos, provas, etc. Digamos que você queria acender uma vela para pedir para ter sucesso nestas dinâmicas. Qual o melhor dia para acender esta vela? Comecemos com a terça-feira, dia de Marte. Depois, podemos acender nova vela na quarta-feira, dia de Mercúrio, para ajudar com provas intelectuais. E, por fim, podemos também usar o domingo, para aumentar nosso brilho pessoal. Será melhor, ainda, se pudermos acender vela vermelha na terça, verde na quarta e amarela no domingo (veremos as associações com diversos elementos em artigos futuros). 

Mas você também pode refinar esta energia. Ou, então, caso não haja tempo para esperar chegar a melhor data, podemos também usar a sequência abaixo, a partir da Estrela dos Magos, mostrada acima, mas agora seguindo as setas vermelhas. Comecemos, sempre, pelo planeta regente do dia da semana. Digamos que seja a quarta-feira, um dia de Mercúrio, voltado para processos intelectuais, comunicação e diálogo. O Sol nasce, em média, às 6h00 da manhã. Portanto, Mercúrio será o regente das 6 horas da manhã. Às sete, seguindo o sentido indicado pelas setas, chegamos à Lua. Às oito, seguimos para Saturno, regente das 8h00 da manhã. Às nove horas, vamos para Júpiter, e assim por diante. Você vai reparar que o planeta regente do dia se repete às 6h00, 13h00, 20h00 e 03h00. Estas horas, portanto, serão as horas planetárias mais fortes – e devem ser utilizadas para refinar e aprofundar o seu pedido mágico.

Por exemplo, se eu quiser tomar um bom banho de rosas vermelhas para aumentar o meu poder de atração romântica, o melhor dia será a sexta-feira, dia de Vênus, às 6h00 da manhã (ou 13h00, ou 20h00 ou 03h00).

Outro exemplo: você está em uma segunda-feira, mas foi convidada para dar uma palestra na terça-feira, e está um tanto insegura. O ideal seria ativar as energias da quarta-feira (ligadas a Mercúrio), mas não vai dar tempo. O que fazer? Partindo das 6h00 da manhã da segunda-feira (dia de Lua e horário de Lua), seguimos para Saturno às 7h00, para Júpiter às 8h00, para Marte às 9h00, para o Sol às 10h00, para Vênus às 11h00 e, finalmente, para Mercúrio às 12h00. Ah, mas neste horário não pode ser? Então seguimos: Lua novamente às 13h00, Saturno às 14h00, Júpiter às 15h00, Marte às 16h00, Sol às 17h00, Vênus às 18h00 e chegamos a Mercúrio, novamente, às 19h00. E assim por diante, até encontrar o melhor horário para lidar com o que você precisa.

Este é um jeito de aproveitar a energia do horário planetário fora de seu dia natural.

E, assim, aproveitando ao máximo da sabedora antiga, podemos aproveitar ao máximo do fluxo das boas energias que nos cercam. Use sem moderação!

Por Luiz Junior 

Astrólogo, terapeuta holístico, escritor e pesquisador do simbolismo, da mitologia e do autoconhecimento, com mais de 30 anos de experiência. Atua unindo Astrologia, Tarô, Baralho Cigano, Arquétipos e Psicologia Simbólica para promover transformação pessoal. Instagram: @oraculosemisterios1 | Site: www.luizjuniorastrologia.com.br

Arcturus: A Estrela da Luz que Dá Vida
Luzes de Arcturus
[ 16 de July de 2026 by spellfairadm 0 Comments ]

Arcturus: A Estrela da Luz que Dá Vida

Desde tempos remotos, Arcturus é vista por diversas tradições espirituais como um grande farol de consciência. Muito além de sua presença no céu, ela simboliza a luz que desperta, nutre e inspira a evolução da alma.

Na visão espiritual, a luz de Arcturus não é apenas física, mas uma frequência de amor, sabedoria e cura. Ela representa a lembrança de quem realmente somos: seres espirituais vivendo uma experiência humana.

Os ensinamentos arcturianos descrevem essa luz como um campo de inteligência divina capaz de estimular a expansão da consciência, favorecer o equilíbrio energético e despertar potenciais adormecidos. Ao nos conectarmos com essa vibração por meio da meditação, da oração e da intenção sincera, abrimos espaço para mais clareza, serenidade e autoconhecimento.

Essa energia nos recorda que toda transformação começa de dentro para fora. A verdadeira cura acontece quando alinhamos pensamentos, emoções e ações com o amor.

A luz de Arcturus convida cada ser humano a irradiar sua própria essência, tornando-se um ponto de luz no planeta. Assim como uma estrela ilumina a noite sem pedir nada em troca, também podemos iluminar o caminho daqueles que cruzam nossa jornada.

Que a frequência de Arcturus desperte em nós a coragem de viver com mais consciência, compaixão e propósito, lembrando que cada alma possui uma centelha divina capaz de transformar o mundo.


Por Mestra Marília LuzSutil
Terapeuta

Os Oráculos em Diversas Religiões
Keywitch
[ 15 de July de 2026 by spellfairadm 0 Comments ]

Os Oráculos em Diversas Religiões

Neste breve artigo não temos a intenção de abordar de forma completa cada oráculo aqui mencionado, mas de trazer à tona à ideia de que a religião, ao longo de toda a sua história, sempre e constantemente fez uso de ferramentas oraculares. Seria impossível também abranger todas as religiões existentes, ou que já existiram. Por isso, o critério utilizado para a seleção do que seria aqui abordado foi a orientação da espiritualidade.

Ao pensar em Oráculo, o primeiro que me vem à mente é o Oráculo de Delfos, na Grécia Antiga. É claro que este não era o único oráculo com o qual a Antiga Religião Grega contava (temos também, por exemplo, o Oráculo de Dódona), mas este seja talvez o mais famoso deles. Tão famoso que, na atualidade, temos um Novo Oráculo de Delfos, de Aquiles Kostas, pela Editora Isis.

Mas a Religião Grega da Antiguidade não era a única que fazia uso de tais ferramentas. Tantas outras religiões também o faziam e o fazem ainda hoje.

O Judaísmo contava com Urim e Tumim:

Ele consultou o Senhor, mas o Senhor não lhe respondeu nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. (1 Samuel 28:6 – NVI)

No texto bíblico citado acima vemos que, para além de Urim (e Tumim, por extensão), o povo judaico também tinha como ferramenta oracular os sonhos e os profetas (mensageiros dos deuses). Tais oráculos eram utilizados, assim como hoje, para a tomada de decisões. 

Ponha também o Urim e o Tumim no peitoral do juízo, para que estejam sobre o coração de Arão sempre que ele entrar na presença do Senhor. Assim, Arão levará sempre sobre o coração, na presença do Senhor, o meio para tomar decisões em Israel. (Êxodo 28:30 – NVI) 

O governador lhes ordenou que não comessem das coisas santíssimas até que houvesse um sacerdote para consultar o Urim e o Tumim. (Esdras 2:63 – NVI)

Ainda em se tratando de Judaísmo, mas abarcando também o Cristianismo, temos os Oráculos Sibilinos ou Sibilinas Cristãs. Apesar de não se saber a origem exata de tais oráculos, temos ciência de que seu caráter era claramente judaico-cristão. Também é sabido que se trata de um conjunto de oráculos, muitas vezes encontrados em Escrituras Apócrifas. Sua designação foi inspirada nas Sibilas (profetizas greco-romanas) antigas que, divinamente inspiradas, prediziam o futuro. Em suma, os Oráculos Sibilinos são uma coletânea de declarações proféticas.

Uma vez que “oráculo” é algo ou alguém consultado para que se obtenha uma resposta da(s) divindade(s), pode-se dizer que a bíblia cristã, o Alcorão e outros textos sagrados das mais diversas religiões também figuram como oráculos, trazendo revelação, direcionamento, orientação e até mesmo previsões aos fiéis, como vemos no livro bíblico cristão de Apocalipse, ou Revelação!

No que tange ao cristianismo moderno, em específico aos movimentos pentecostais e neopentecostais, as profecias emitidas per pastores, missionários, pregadores, profetas e afins também são o oráculo do qual fazem uso os devotos de tais religiões. Determinações proféticas, previsões, revelações e interpretações de sonhos e de textos sagrados, que podem ser acatados por quem desejar, estão à disposição de tais cristãos.

Os Cultos aos Orixás, por sua vez, têm como oráculos Ossos, Conchas e Ikins. Aqui no Ocidente e, em especial no Brasil, temos maior familiaridade com os Búzios, bastante utilizado no Candomblé. A leitura dos odus (“destinos”) é feita por meio dos Búzios, por um Sacerdote devidamente preparado e iniciado nesses mistérios.

O I-Ching, ligado ao Taoísmo (TAO = princípio gerador de todas as coisas), é um texto de origem chinesa que integra sabedoria e ensinamentos ancestrais. Considerado o livro mais antigo da China, remonta de 2850 a 5500 antes da era comum, e traz em si os princípios de O Yin e O Yang, conceito do Taoísmo que fala sobre a dualidade de tudo o que existe no Universo: masculino e feminino, expansão e retração, ação e contemplação, e assim por diante.

Seja na Antiguidade ou na Pós-Modernidade, e no que vier a se seguir a ela, o homem anseia por respostas, orientação e previsões. Em meio às angústias da vida diária, cidadãos da Antiga Mesopotâmia  e da China manufatureira da atualidade buscam por conforto espiritual e direcionamento por meio dos mais diversos oráculos.

Nós, oraculistas, nos propomos a transmitir e desvelar pelo menos um pouco destes mistérios, através de conhecimento, jornada interna e canalização, dando voz ao que sempre viveu e nunca morrerá: os oráculos.

Bibliografia:

DEBBIO, Marcelo Del,  MARTINELLI, Priscilla. Tarô Hermético. 3ª edição. São Paulo, S. Daemon Editora, 2025.

KOSTAS, Aquiles. O Novo Oráculo de Delfos. 1ª edição. São Paulo, SP. Editora Isis, 2017.


Por Keywitch
Taróloga e devota de Hekate

Lei da Atração sob a ótica da Magia: será que basta pensar positivo?
Aryadne Gonçale
[ 14 de July de 2026 by spellfairadm 0 Comments ]

Lei da Atração sob a ótica da Magia: será que basta pensar positivo?

O que a magia realmente ensina sobre transformar a realidade


Se eu te perguntasse agora o que é a Lei da Atração, qual seria sua resposta?
Talvez você dissesse algo como: “é pensar positivo para atrair coisas positivas.”
E, sinceramente, eu não diria que essa resposta está completamente errada, mas também não diria que ela está certa.
Nos últimos anos, a Lei da Atração ganhou tanta popularidade que acabou sendo reduzida a uma ideia bastante simples: imagine o que deseja, sinta como se já tivesse conquistado e espere o Universo fazer o restante.
É uma proposta bonita. Confortável, até. O problema é que as grandes tradições da magia nunca ensinaram exatamente isso.
Aliás, se fosse tão simples, por que existiriam magistas dedicando décadas ao estudo? Por que filósofos, alquimistas, cabalistas e ocultistas passaram séculos tentando compreender as leis que regem a consciência e a realidade?
Provavelmente porque transformar a própria vida nunca foi apenas uma questão de desejar. E é justamente aqui que começa nossa conversa.

Antes de falar sobre Lei da Atração, precisamos falar sobre magia
Existe uma imagem muito popular da magia: a de um poder quase instantâneo, capaz de resolver problemas, atrair dinheiro, conquistar alguém ou abrir caminhos como se o universo fosse obrigado a atender aos nossos pedidos.
Confesso que essa ideia sempre me incomodou. Não porque eu duvide da magia, mas porque ela reduz um conhecimento milenar a algo muito parecido com um “botão de realizar desejos”.
Historicamente, a magia nunca ocupou esse lugar.
Nas antigas civilizações, como Egito, Grécia e Pérsia, ela estava profundamente ligada ao conhecimento da natureza, dos símbolos e das forças invisíveis que, segundo essas tradições, estruturam o cosmos. O magista não era apenas alguém que realizava rituais; era, antes de tudo, um estudioso. Alguém que buscava compreender a relação entre o ser humano, a mente e o universo. É por isso que gosto de dizer que a magia não começa no altar. Ela começa na forma como vivemos

Então por que tanta gente acha que magia é um atalho?
Talvez porque seja mais confortável acreditar que existe uma técnica capaz de substituir aquilo que dá mais trabalho: mudar a si mesmo.
Pense comigo. Imagine uma pessoa que faz um ritual para prosperidade. Dias depois, surge uma boa oportunidade de emprego, mas ela não atualiza o currículo, não estuda, chega atrasada às entrevistas, desiste diante da primeira dificuldade.
A pergunta que fica é: o ritual falhou… ou foi a própria pessoa que não conseguiu sustentar aquilo que pediu? Essa reflexão pode parecer simples, mas ela toca um ponto central da prática mágica. Nenhum ritual é capaz de construir, sozinho, uma realidade que o praticante ainda não consegue habitar. E isso não significa que a magia “não funciona”. Significa apenas que ela não costuma agir da forma como imaginamos.

O que Aleister Crowley pode nos ensinar sobre isso?
Quando se fala em ocultismo moderno, é praticamente impossível não mencionar Aleister Crowley. Polêmicas à parte, sua influência sobre a magia ocidental é inegável.
Foi dele uma das definições mais conhecidas de magia: “Magick is the Science and Art of causing Change to occur in conformity with Will.”
Em tradução livre: “Magia é a Ciência e a Arte de provocar mudanças em conformidade com a Vontade.”
Percebe um detalhe curioso? Crowley não fala em pensamento positivo. Também não fala em desejar. Ele fala em Vontade e essa diferença muda tudo.
Na filosofia de Crowley, existe uma distinção entre aquilo que desejamos por impulso e aquilo que ele chamava de Verdadeira Vontade (True Will): o propósito mais profundo do indivíduo, aquilo que expressa sua natureza essencial.
Em outras palavras, a magia não serviria para convencer o universo a satisfazer qualquer capricho. Ela seria, antes de tudo, um caminho para alinhar o praticante àquilo que ele realmente é. Quanto mais penso sobre isso, mais essa ideia faz sentido.
Porque, se pararmos para observar, grande parte do nosso sofrimento nasce justamente da distância entre a vida que desejamos e a pessoa que ainda estamos nos tornando para sustentá-la. Talvez seja por isso que tantos mestres da magia insistam que o primeiro
laboratório do magista não é o templo.
É a própria consciência.

O livre-arbítrio é um obstáculo para a magia?
Essa talvez seja uma das perguntas mais difíceis de responder.
Se a magia pode provocar mudanças, até que ponto ela interfere na liberdade de outra pessoa.
É justamente aqui que muitas discussões começam.
Algumas correntes ocultistas defendem que toda operação mágica voltada para influenciar terceiros produz algum tipo de repercussão sobre quem a realiza. Outras entendem que determinados trabalhos são possíveis, desde que respeitem princípios específicos da tradição em que estão inseridos.
Na Umbanda, por exemplo, a resposta dificilmente seria reduzida a um simples “sim” ou “não”.
A atuação espiritual está vinculada a fatores como merecimento, permissão espiritual, aprendizado e equilíbrio das leis que regem a evolução do espírito. Nem todo pedido é aceito, e nem toda intenção encontra respaldo.
Essa é uma diferença importante em relação à visão popular da magia. Muitas pessoas imaginam que entidades espirituais funcionem como executoras da vontade humana, prontas para realizar qualquer desejo.
Mas essa ideia encontra pouco respaldo nas tradições espiritualistas sérias.
Guias, mentores e entidades não costumam ser compreendidos como instrumentos do ego.
Pelo contrário: sua atuação está relacionada a processos de crescimento, orientação e aprendizado, ainda que, em alguns momentos, isso signifique frustrar expectativas.Talvez essa seja uma das maiores lições da espiritualidade: nem sempre aquilo que queremos coincide com aquilo de que precisamos.

Quando a magia encontra a ética
Se existe um tema que desperta curiosidade quando falamos sobre magia, é este: afinal, é possível usar a magia para conseguir qualquer coisa?
A internet parece ter uma resposta pronta. Basta pesquisar por alguns minutos para encontrar promessas de amarrações amorosas infalíveis, rituais para prejudicar inimigos, fórmulas para enriquecer rapidamente ou métodos que garantem resultados em poucos dias.
Mas, quando olhamos para a história das tradições mágicas, percebemos que a realidade é bem menos simplista.
A magia nunca foi um consenso. Ela atravessou culturas, religiões e escolas filosóficas muito diferentes entre si. Por isso, não existe uma única resposta sobre o que pode ou não ser feito. O que encontramos são interpretações diversas, sustentadas por visões distintas sobre a natureza humana, a espiritualidade e a responsabilidade do praticante.
Na filosofia hermética, por exemplo, o conhecimento sempre esteve acompanhado da ideia de responsabilidade. Quanto maior a capacidade de influenciar a própria realidade, maior também a necessidade de compreender as consequências das próprias escolhas.
Essa mesma preocupação aparece, de formas diferentes, em tradições espiritualistas como a Umbanda. Embora existam fundamentos próprios e uma cosmologia distinta da magia cerimonial, há um princípio que costuma atravessar essas práticas: o desenvolvimento espiritual não acontece dissociado da ética.
Em outras palavras, conhecimento e caráter caminham juntos.

Se não é o pensamento que transforma a realidade, o que faz a magia funcionar?
Depois de tudo isso, talvez você esteja pensando: “Então a Lei da Atração está errada?
Eu não faria essa afirmação. Na verdade, acredito que ela apenas simplificou um assunto que é muito maior do que parece. É como olhar para uma árvore e enxergar apenas as folhas. Elas fazem parte da árvore, claro. Mas existe um tronco, raízes e um solo inteiro sustentando aquilo que vemos.
Com a magia acontece algo parecido. O pensamento tem importância? Sim.
A intenção importa? Sem dúvida. Mas nenhuma tradição ocultista séria reduziu a prática mágica apenas a esses elementos. Existe algo muito mais profundo sustentando tudo isso.

O verdadeiro instrumento da magia não é o ritual
Pode parecer estranho dizer isso em um artigo sobre magia, mas o principal instrumento de um magista nunca foi um pentagrama, uma vela ou um punhal ritualístico. É a própria consciência.
Os objetos ritualísticos possuem uma função importante. Eles ajudam a concentrar a mente, despertam símbolos, organizam a intenção e marcam um momento de transição entre o cotidiano e o espaço sagrado.
Mas nenhum desses elementos possui poder por si só. Pense em um violino… Nas mãos de alguém que nunca estudou música, ele continuará sendo apenas um instrumento. Já nas mãos de um músico experiente, ele se torna capaz de emocionar uma plateia inteira.
O mesmo acontece com a magia, o ritual não substitui o praticante, ele potencializa aquilo que o praticante já desenvolveu dentro de si. Talvez seja por isso que antigos mestres insistiam tanto na disciplina, no estudo e no autoconhecimento. Eles sabiam que a verdadeira ferramenta mágica era o próprio ser humano.

O símbolo não cria a realidade. Ele reorganiza a mente.
Essa talvez seja uma das partes mais fascinantes da magia. Imagine alguém olhando para um pentagrama, para uma pessoa, aquilo pode parecer apenas um desenho, para outra, representa proteção, para um ocultista, pode ser a representação simbólica da relação entre os quatro elementos e o espírito.
O símbolo não muda. Quem muda é a consciência que o contempla.
Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço que dedicou parte de sua obra ao estudo dos símbolos e dos arquétipos, observava que certas imagens possuem a capacidade de mobilizar conteúdos profundos da psique. Embora Jung não tenha explicado a magia como os ocultistas o fazem, suas reflexões ajudam a compreender por que símbolos exercem tanto impacto sobre a experiência humana.
É justamente aí que a magia encontra um ponto de diálogo com a psicologia. O ritual não atua apenas no ambiente, ele também reorganiza quem o realiza. E, quando a consciência muda, a forma de perceber, decidir e agir diante da vida também muda.

O Hermetismo nunca prometeu uma realidade sem esforço
Existe uma ideia atribuída ao Hermetismo que gosto muito porque ela desmonta uma expectativa bastante comum. Muitas pessoas procuram a magia esperando controlar a vida, e os antigos hermetistas buscavam outra coisa: compreender a vida.
Pode parecer apenas uma diferença de palavras, mas ela muda completamente a postura do praticante.
Em vez de perguntar: “Como faço para conseguir exatamente o que quero?”… o estudante começa a perguntar: “O que preciso compreender sobre mim para agir de maneira mais consciente?”
Essa mudança de perspectiva aparece em diferentes tradições iniciáticas. O conhecimento oculto nunca foi visto apenas como um caminho para obter resultados materiais, mas como uma forma de ampliar a consciência e viver de maneira mais alinhada com aquilo que se considera verdadeiro.
Curiosamente, quando isso acontece, os resultados externos costumam ser uma consequência — não o objetivo principal.

E onde entra a famosa “Lei da Atração”?
Talvez a melhor resposta seja esta: Ela pode ser uma porta de entrada. Mas dificilmente representa a casa inteira.
Muitas pessoas começam sua jornada espiritual acreditando que basta aprender a “vibrar na frequência certa”. Com o tempo, descobrem que o verdadeiro desafio não está em manter um pensamento positivo durante alguns minutos, está em cultivar uma vida coerente.
Porque não adianta pedir prosperidade enquanto se desperdiçam oportunidades. Não adianta pedir paz cultivando conflitos diariamente.
Não adianta buscar relacionamentos saudáveis repetindo comportamentos que sempre levaram ao sofrimento.
A magia não ignora essas contradições, ela as revela. E, às vezes, esse é justamente o aspecto mais desconfortável — e mais transformador — de todo o caminho.

Talvez o universo responda de outra maneira
Há uma frase que costumo lembrar sempre que converso sobre esse assunto. As pessoas imaginam que a resposta de um ritual será um acontecimento extraordinário. Mas, muitas vezes, ela chega como uma oportunidade.
Como um encontro inesperado.
Como um livro que aparece na hora certa.
Como uma conversa que muda nossa perspectiva.
Ou até como uma crise que nos obriga a abandonar uma versão antiga de nós mesmos.
Nem toda resposta vem na forma do que pedimos. Às vezes, ela vem na forma do que precisamos nos tornar para receber aquilo que desejamos, e talvez seja justamente aí que a magia e a Lei da Atração se afastem.
Enquanto uma interpretação popular costuma sugerir que o Universo entrega aquilo em que pensamos, muitas tradições mágicas ensinam algo mais exigente: o Universo responde, sobretudo, àquilo que estamos nos tornando.

A magia revela intenções — ela não substitui escolhas
Existe uma frase muito conhecida de Aleister Crowley que diz: “Todo ato intencional é um ato mágico.
Essa afirmação costuma causar estranhamento porque amplia bastante o conceito de magia.
Se toda ação realizada com intenção é, de certo modo, uma operação mágica, então nossa
influência sobre o mundo não começa quando acendemos uma vela ou desenhamos um símbolo. Ela começa nas pequenas decisões do cotidiano.
Na maneira como tratamos alguém.
Na palavra que escolhemos dizer.
Na promessa que cumprimos — ou deixamos de cumprir. Na direção que damos à nossa própria vida.
Sob essa perspectiva, o ritual deixa de ser um momento isolado e passa a ser uma extensão de quem somos.
Talvez por isso tantas tradições iniciáticas insistam que o verdadeiro preparo para a magia não está apenas no estudo de símbolos ou cerimônias, mas na construção do caráter. Não porque exista uma exigência moral imposta de fora para dentro, e sim porque uma consciência desorganizada dificilmente conseguirá conduzir uma vontade de forma clara e consistente.
A magia, nesse sentido, não cria uma nova identidade. Ela potencializa aquela que já existe.
E isso vale tanto para nossas virtudes quanto para nossas sombras.

O que podemos aprender com a magia sobre a Lei da Atração?

A Lei da Atração faz parte da magia?
Não exatamente. A forma como a Lei da Atração se popularizou nas últimas décadas não pertence às tradições clássicas da magia ou do Hermetismo. No entanto, algumas de suas ideias dialogam com princípios presentes em correntes esotéricas, especialmente aqueles relacionados à intenção, à disciplina mental e à coerência entre pensamento, ação e propósito.
A diferença é que, na magia tradicional, esses elementos fazem parte de um sistema muito mais amplo, que envolve estudo, simbolismo, transformação interior e responsabilidade.

Aleister Crowley acreditava na Lei da Atração?
Crowley nunca utilizou esse conceito da maneira como ele é conhecido atualmente. Sua filosofia girava em torno da Verdadeira Vontade (True Will), entendida como o propósito mais profundo do indivíduo. Para ele, a magia não consistia em atrair qualquer desejo, mas em provocar mudanças de acordo com essa Vontade. Embora existam pontos de contato entre as duas abordagens, reduzi-las ao mesmo conceito seria uma simplificação do pensamento de Crowley.

Basta pensar positivo para transformar a realidade?
Não há evidências científicas de que pensamentos, isoladamente, alterem a realidade física da forma como a Lei da Atração costuma ser apresentada. Por outro lado, a psicologia demonstra que nossos pensamentos influenciam emoções, decisões e comportamentos, o que pode modificar significativamente os resultados que alcançamos. As tradições mágicas costumam ir
além: elas ensinam que intenção, ação, disciplina e transformação pessoal caminham juntas.

Um ritual pode substituir esforço e dedicação?
De modo geral, as tradições esotéricas respondem que não. O ritual é compreendido como uma ferramenta de direcionamento da consciência e da vontade, não como um substituto para atitudes concretas. Na prática, a magia costuma ser entendida como um complemento ao desenvolvimento pessoal, e não como um atalho para evitar responsabilidades.

É possível usar a magia para influenciar outras pessoas?
Essa é uma questão controversa e não existe consenso entre todas as escolas espirituais e ocultistas. Algumas correntes admitem determinadas formas de influência, enquanto outras consideram que qualquer interferência sobre o livre-arbítrio gera consequências para o próprio praticante. Em tradições como a Umbanda, a atuação espiritual está vinculada a princípios como
merecimento, aprendizado e respeito às leis que regem a evolução do espírito, o que torna essa questão muito mais complexa do que respostas simplistas encontradas na internet.

A magia depende de acreditar que ela funciona?
A crença pode favorecer o envolvimento emocional e simbólico do praticante com o ritual, mas diferentes tradições explicam sua eficácia de maneiras distintas. Algumas enfatizam aspectos espirituais, outras destacam a disciplina da mente e da vontade, enquanto abordagens psicológicas compreendem os rituais como instrumentos capazes de reorganizar a percepção, fortalecer intenções e produzir mudanças no comportamento. Independentemente da interpretação adotada, a prática séria da magia costuma exigir estudo, reflexão e responsabilidade.

A Lei da Atração tem relação com o Hermetismo?
Existe uma relação indireta. Muitos autores associam a Lei da Atração ao chamado Princípio da Correspondência, popularizado por obras inspiradas no Hermetismo, como O Kybalion. No entanto, estudiosos fazem uma distinção importante: os textos herméticos clássicos, como o Corpus Hermeticum e a Tábua de Esmeralda, apresentam uma filosofia muito mais ampla do que
a ideia de que pensamentos atraem acontecimentos. Por isso, embora haja pontos de aproximação, não é correto afirmar que a Lei da Atração seja um ensinamento original do Hermetismo.

Qual é a principal diferença entre a Lei da Atração e a magia?
Enquanto a interpretação popular da Lei da Atração costuma enfatizar o poder dos pensamentos e das emoções para atrair experiências, a magia tradicional coloca o foco na transformação do praticante. O objetivo não é apenas obter resultados externos, mas desenvolver consciência, alinhar a vontade, compreender símbolos e agir de forma coerente com aquilo que se busca construir. Nessa perspectiva, a mudança interior deixa de ser um meio e passa a ser parte essencial do próprio caminho.

Conclusão
Depois de percorrermos a história, a filosofia e os princípios da magia, talvez a pergunta inicial mereça uma nova resposta.
Afinal, a Lei da Atração funciona? Depende do que entendemos por ela.
Se acreditarmos que basta desejar intensamente para que o universo reorganize a realidade ao nosso favor, provavelmente nos decepcionaremos. Essa ideia, embora popular, não encontra respaldo nas principais tradições do Hermetismo nem na filosofia ocultista clássica. A magia nunca foi apresentada como um atalho para evitar esforço, responsabilidade ou transformação pessoal.
Por outro lado, se compreendermos a Lei da Atração como um convite para refletir sobre a coerência entre aquilo que pensamos, sentimos, escolhemos e fazemos, ela se aproxima de princípios que atravessam diferentes escolas espirituais. Nesse sentido, o verdadeiro poder não estaria em convencer o universo a atender nossos desejos, mas em nos tornarmos capazes de construir a realidade que buscamos.
Talvez seja essa a grande contribuição da magia: ela desloca nosso olhar do mundo para nós mesmos. Em vez de perguntar apenas “Como posso conseguir aquilo que quero?”, começamos a perguntar: “Quem preciso me tornar para sustentar aquilo que desejo?”
Essa mudança de perspectiva parece simples, mas transforma completamente a prática espiritual. O ritual deixa de ser uma tentativa de controlar a vida e passa a ser um instrumento de autoconhecimento, disciplina e alinhamento interior.
Foi justamente isso que muitos pensadores do ocultismo procuraram transmitir ao longo dos séculos. Hermetistas, cabalistas, alquimistas e magistas, cada qual à sua maneira, compartilhavam a ideia de que a maior obra não era transformar o mundo externo, mas aperfeiçoar o próprio ser. Não por acaso, a alquimia utilizava o ouro como símbolo da realização espiritual: mais importante do que fabricar ouro era tornar-se alguém capaz de expressar sua natureza mais elevada.
Talvez seja por isso que Aleister Crowley definiu a magia como a arte de provocar mudanças em conformidade com a Vontade. Não qualquer vontade passageira, movida por impulsos ou desejos momentâneos, mas aquela que nasce quando conhecemos a nós mesmos com profundidade suficiente para agir de forma consciente.
Ao final, talvez a magia e a Lei da Atração não sejam adversárias. A primeira pode, inclusive, servir como porta de entrada para a segunda. O problema surge quando reduzimos um conhecimento milenar a fórmulas prontas ou promessas de resultados imediatos. A magia sempre exigiu algo que nenhuma técnica consegue substituir: estudo, responsabilidade, coragem para mudar e disposição para enfrentar a própria consciência.
Porque, no fim das contas, a maior transformação nunca acontece apenas ao nosso redor.
Ela acontece dentro de nós.
E talvez seja justamente essa a operação mágica mais poderosa que existe.

Por Aryadne Gonçale
Taróloga, Terapeuta Holística e Sacerdotisa de Umbanda

O espelho de Vênus: beleza, mitologia, ervas e um ritual simples para você fazer na sua casa e trazer estrutura para sua vida amorosa
o espelho de vênus
[ 13 de July de 2026 by spellfairadm 0 Comments ]

O espelho de Vênus: beleza, mitologia, ervas e um ritual simples para você fazer na sua casa e trazer estrutura para sua vida amorosa

Você já sentiu que toda vez que procura sobre autoestima, o que mais aparece são dicas sobre roupas e skin care? Na minha opinião, isso não é uma coincidência, mas sim uma forma de esvaziar um assunto tão importante. 

A autoestima é a base interior para as mulheres se sentirem bem consigo mesmas e se relacionarem amorosamente com autonomia. A ideia desse texto é reconhecer armadilhas contra a autoestima, ampliar o olhar a partir do mitológico e simbólico, para aprendermos um ritual prático e sensorial, onde você irá reapropriar e potencializar a sua autoestima. 

Armadilhas contra sua autoestima:

Existem várias armadilhas e artifícios para diminuir a autoestima, mas a que me chama mais a atenção é a comparação. Diariamente vejo outras mulheres fazendo isso e confesso que também acontece comigo. Isso não é um impulso natural, mas sim um dos mecanismos patriarcais para minar a autoestima de um grupo. Essa comparação destrutiva pode fazer com tenhamos uma autocrítica exagerada ou que não nos sintamos dignas de receber amor. Por isso, voltar a poder se admirar é um passo essencial para superar isso. Eu poderia escrever por horas sobre isso, mas a verdade é que acho muito mais proveitoso nesse momento mostrar como usar a magia do amor, para enfraquecer essa estrutura opressiva. Mas, principalmente, ajudar mais mulheres a terem prazer com a própria vida, poder pessoal, autoestima e, consequentemente, relações mais saudáveis. 

O feitiço como ferramenta de reconexão com o amor-próprio:

Nesse texto vou te ensinar um ritual para te ajudar a fortalecer o sentimento de pertencimento, amor e merecimento. Esses sentimentos são ouro, além disso ajudam a não aceitar migalhas afetivas e principalmente, a se sentir a dona da porra toda! Mas antes de entrar na prática mágica, quero te trazer algumas informações que podem ser úteis.  

Mitologia e Símbolos: 

O espelho é um dos símbolos da autoestima. As magias de espelhos são amadas e temidas entre seus praticantes, pelo potencial do espelho de revelar verdades e potencializar tudo que reflete. Basicamente o  espelho que nós mostra a beleza e horror na nossa frente. Mas o espelho também é onde podemos refletir. A palavra reflexão, na maioria dos dicionários, está ligada ao latim reflexio, derivada do verbo reflectere. Podendo se referir ao efeito físico da superfície ou metafórico. Acredita-se que os primeiros espelhos da humanidade foram os espelhos d’água. Em diversas culturas, divindades do amor carregam espelhos: Amateratsu do Xintoismo japonês, Oxum da religiosidade yoruba, Afrodite na religião pagã grega, entre outras. 

Na minha humilde opinião (e dos mitólogos e analistas junguianos), não é um acaso que as deusas do amor, as que regem os relacionamentos amorosos, a criação, sexualidade, as parcerias, tenham como símbolo o espelho.  

O espelho é símbolo do autoconhecimento. O autoconhecimento é um dos principais  ingredientes para a gente se relacionar com o outro, principalmente com quem a gente ama. O autoconhecimento é também um dos ingredientes essenciais para fazer bruxaria.  

Que Vênus é a deusa romana do amor, beleza, sexo, relações amorosas, da fertilidade e da vitoria não é segredo para ninguém. No mundo da magia e na cultura pop, a deusa é famosa até hoje, mas muitas pessoas tem dificuldade de trabalhar com a energias regidas por essa deusa – eu mesma já passei por isso há um tempo atrás. Um dos motivos é o quanto a autoestima, o amor e a beleza foram banalizados e esvaziados, sendo colocados como algo fútil e de menor importância. 

Acho muito interessante que, mesmo com toda a minimização dessas energias, elas nunca se apagaram completamente. O símbolo que associamos ao feminino ♀️, se chama espelho de vênus. Esse mesmo espelho também é usado na bandeira feminista, um movimento que luta pela autonomia das mulheres. Existe também uma obra de arte chamada Espelho de Vênus 1875, do pintor pré-rafaelita Edward Burne-Jones. Nessa obra, temos uma imagem diferente da habitual quando o assunto é vênus: ao invés de ser a deusa sendo admirada pelos outros ou se admirando em um espelho, vemos 10 mulheres ao redor de um lago vendo suas imagens refletidas. O espelho da deusa serve para que possamos nos reconhecer. Essa é uma das interpretações da obra, que, na minha opinião, expressa muito o que eu sinto que precisamos: fortalecer a capacidade das mulheres de se admirarem, se amarem e de refletir sobre si mesmas. Confesso que tudo isso junto a minha devoção a Deusa Afrodite e a Orixá Oxum, me influenciou a escolher o nome da coluna que você está lendo agora

Qual a importância de saber sobre isso para fazer bruxaria? Saber o fundamento dos símbolos e energias que queremos na nossa vida nos ajuda a potencializar os rituais. É como se déssemos mais energia para uma semente crescer e criar raízes dentro da gente. Nosso mundo interno é capaz de criar e destruir muitas coisas, alimentar ou desnutrir. Quando damos a ele conteúdos de poder, narrativas, nos ajudamos a sustentar as mudanças que queremos nas relações conosco, com as pessoas que amamos e na sociedade em que vivemos.  

Uso das ervas na bruxaria:

Historicamente, nos templos dedicados às deusas, era comum a queima de incensos, oferendas com flores e ervas. Também de banhos rituais feitos por sacerdotisas para si mesmas ou para devotos que vinham em busca de ajuda. Na Umbanda e no Candomblé vemos esse tipo de prática acontecendo até hoje. 

As plantas têm seu significado energético e espiritual. Além disso, possuem elementos químicos capazes de despertar emoções e influenciar a psique. O cheiro que você sente ao fazer um chá, um banho, entra em contato com seu sistema límbico e influencia suas emoções. Posso escrever mais sobre isso em um outro texto.

Ritual para fortalecer o amor-próprio e crenças de merecimento e pertencimento:

O ritual vai consistir em um banho de ervas. Por ser profundamente sensorial e trabalhar exatamente sobre o campo emocional. Seu corpo é seu principal templo,  abrigo e reservatório de poder. O banho de cheiro, feito de ervas, é simples. Você pode fazer na cozinha da sua casa e tomar no seu banheiro. Seja você uma grande bruxa, ou uma iniciante curiosa, provavelmente vai ter essas coisas na sua casa ou baratinho na shopee. Além das ervas você vai precisar de uma panela, 1L de água, uma peneira e uma bacia. 

As ervas: 

  • 1 colher de sopa de Hibisco para chá (não é a flor de jardim!)
  • 1 colher de chá de orégano 
  •  6 folhas de louro
  • 1 colher de chá de cravo-da-Índia 

Preparo: 

Coloque sua panela com 1 litro de água no fogo, enquanto isso fale o encantamento para as ervas.

Encantamento: 

Nesse dia, nesse momento e nessa hora eu chamo pelo poder das plantas, que o espírito das ervas possa me ajudar a despertar essas ervas.  

O orégano me faça ver o quanto já sou e represento para mim e para os outros. 

Que eu honre a minha beleza, minha alegria e tesão. 

Tudo que eu sou me pertence. 

Louro desperte meu merecimento, que eu saiba receber o melhor nas relações e que eu mereço receber o melhor de mim mesma. 

Que esse hibisco desperte meu tesão, minha vitalidade e me lembre que eu estou viva e sou próspera no amor. 

Meu fogo interno me alimenta e fortalece minha autoestima diariamente. 

Que esse cravo afaste de mim pensamentos, palavras e pessoas que tentam diminuir meu potencial, minha beleza e minha inteligência. 

Meus caminhos estão abertos, dentro e fora de mim. 

Sou grata ao espírito das ervas. Está feito.

Assim que levantar fervura, desligue e adicione as ervas que você encantou. Deixe descansar por pelo menos 10 minutos, após isso coe. Tome seu banho de higiene como de costume, no final derrame esse banho sobre seu corpo, mentalize ou fale como você deseja se sentir, tanto em relação a beleza física, quanto a reconhecer suas qualidades.  

Lembre-se: ser corajosa, inteligente, justa também são características que te conferem charme e beleza.

Coluna: Espelho de Vênus

Colunista: Victoria Guilherme, é bruxa, taróloga desde 2017, devota de Pomba Gira e das Deusas antigas. Aqui neste espaço você vai encontrar sobre vida amorosa, mitologia, ervas, espiritualidade e empoderamento feminino.

Onde o Véu é Mais Fino nas Cidades do Brasil
caminho do despertar
[ 11 de July de 2026 by spellfairadm 0 Comments ]

Onde o Véu é Mais Fino nas Cidades do Brasil

Existem lugares no mundo onde o silêncio não é apenas ausência de ruído, mas uma presença palpável. São pontos geográficos onde a energia da terra vibra em uma frequência distinta, permitindo que o invisível se torne visível. É o que chamamos de lugares onde o “véu é mais fino”.

​Para quem me lê pela primeira vez, sou Ritah Teixeira, oraculista, terapeuta radiestesista e reikiana. Dedico minha vida a investigar os fios invisíveis que conectam o ser humano ao seu propósito. Sou a autora de Voz do Oculto (Editora Telha, setembro/2026), obra de ficção metafórica onde convido o leitor a uma travessia pelo “mar negro” — o lado sombra da consciência e os arquétipos do Taroh. Nas páginas dessa jornada, descrevo cenários como o Lago Azul, em Goiás, um convite ao mergulho profundo no autoconhecimento.

​Nesta travessia pelos Caminhos do Despertar, observamos o Brasil como um tabuleiro de energias:

Serra do Roncador (MT): Um verdadeiro portal interdimensional. Dizem que suas cavernas abrigam passagens para o interior da Terra ou dimensões superiores. É um lugar que exige entrega absoluta e coragem para enfrentar as sombras.

Ametista do Sul (RS): Erguida sobre minas, é um santuário da cor violeta. A vibração da ametista promove uma limpeza energética profunda, auxiliando na transmutação de bloqueios mentais em clareza espiritual.

​São Thomé das Letras (MG): A cidade de pedra. Suas lajes de quartzito guardam lendas de portais e a sabedoria dos antigos magos da montanha, sendo um refúgio para quem busca a magia na solidez da rocha bruta.

​São Lourenço (MG): Reconhecida por suas águas minerais, a cidade oferece um equilíbrio terapêutico. O ritual de beber de suas fontes é um exercício de cura e renovação energética que conecta o corpo à vitalidade da terra.

​Salvador (BA): O berço do misticismo brasileiro. O sagrado e o profano dançam no axé das ruas. A capital é um vórtice de proteção ancestral onde a religiosidade é a própria pulsação da vida.

Itaparica (BA): A “Ilha da Magia”. Cercada por águas sagradas, Itaparica guarda segredos ancestrais. É um espaço de introspecção profunda, onde a lenda e a natureza se fundem no horizonte.

​Lençóis e Mucugê (Chapada Diamantina, BA): Territórios de cura. O peso histórico do ciclo do diamante dá lugar a uma natureza majestosa. São terrenos ideais para o trabalho de elevação espiritual e purificação.

​Pedra da Gávea (RJ): Sentinela de pedra que vigia a costa carioca. Com seus traços monumentais, guarda mistérios que desafiam o tempo, sendo um ponto de alta concentração magnética que une a força do mar à montanha.

Alto Paraíso de Goiás (GO): Nosso “coração de cristal”. Situada sobre uma vasta placa de quartzo, a cidade é um ponto de encontro cósmico, onde o céu e o solo dialogam, facilitando a conexão com o que está além da matéria.

​O que todas essas cidades nos ensinam? Que a magia reside na estrutura do nosso planeta. Convido você, leitor, a perceber que sua jornada é também um mapa de cidades místicas. Você possui dentro de si o “Roncador” que busca o mistério, o “Ametista” que transmuta a dor e o “São Thomé” que busca a sabedoria das pedras.

​A coluna Caminhos do Despertar nasce para ser sua bússola. Convido você a caminhar comigo, a interpretar os sinais e a reconhecer que, se a sua intenção for clara, o véu se tornará sempre mais fino. Seja nas pedras de Minas ou no axé da Bahia, a magia está pronta para ser revelada. Quando viajamos com intenção, cada trilha, cada gruta e cada mergulho torna-se um ritual de iniciação. Permita-se ser tocado por esses lugares e deixe que a energia da terra escreva uma nova história em sua alma

​Acompanhe minha jornada e conheça mais sobre o universo oracular:

​Instagram: @despertartaroh | @ritahteixeiraautora

​YouTube: Despertar Taroh

​Spell Fair: Site Oficial | Canal no YouTube

​Este é o primeiro passo de muitos. Nos vemos na próxima quinzena, em mais um “Caminho do Despertar“.

É possível uma “Jornada do Herói” com as Runas Nórdicas?
runas
[ 10 de July de 2026 by spellfairadm 0 Comments ]

É possível uma “Jornada do Herói” com as Runas Nórdicas?

Uma ideia que não agrada…

“É possível ter uma ‘Jornada do Herói’ para as Runas?”, perguntou uma de minhas alunas enquanto eu abordava o Futhark Antigo – também conhecidas por Runas Nórdicas. Eu argumentei que são sistemas diferentes, energias diferentes, culturas diferentes e, se tivesse algo parecido, acredito que alguém já teria pensado nisso. E por hora, depois de estender rapidamente a participação na discussão para todos os alunos da sala, voltamos à programação normal.

Admito que associar Runas com Tarot nunca foi uma ideia que me agradou, e nem tampouco hoje me agrada! Você não vai me ver em minhas vivências rúnicas associando a runa hagalaz com A Torre ou a berkana com A Imperatriz – isso ainda hoje me soa quase como um sacrilégio! – então a ideia de elaborar uma “Jornada Rúnica” realmente me demanda uma mente mais aberta…

Por outro lado, o questionamento dos alunos é compreensível e justificado: quem busca iniciar nas Runas Nórdicas, geralmente já têm contato com o Tarot e outros sistemas. E aprender um novo sistema divinatório é análogo a aprender um novo idioma: quando começamos, a principal referência é a lingua nativa e depois de um tempo longo de estudos, atingimos a fluência, ou seja, falamos e pensamos no novo idioma sem precisar recorrer ao idioma nativo. Nesta transição do Tarot (ou do Lenormand, por exemplo) para as Runas, é perfeitamente possível!

Mas será que ter mais essa referência para quem se inicia nos mistérios rúnicos ajudaria ou se tornaria mais um atalho? Para muitos, ela se tornaria exatamente isso: um atalho, como aqueles posts no estilo “X segredos que ninguém te conta sobre as runas” que proliferam nas redes sociais, e não um ensinamento que traga sabedoria ou profundidade. Transferir conhecimento sempre teve esse risco: não temos controle de como isso será aplicado na vida de alguém. E as runas tem um histórico nefasto de seu mau uso, mas isso é assunto para um outro artigo…

Mergulhando no poço de Mimir

Desde que eu iniciei com as formações em runas, sempre desejei que alunos meus saíssem delas com muito além de “dicas” de como ler Runas! Eu quero mais é que mergulhem de cabeça no poço de Mimir e que os mistérios das runas, suas vidas e seu dia-a-dia se transformem em uma coisa só!

Nem todo mundo está disposto – ou se sente pronto – a mergulhar nos mistérios das runas: elas são diretas ao extremo, e por isso estão longe de serem energias confortáveis. Elas vão te colocar em situações que te farão sentir no âmago do ser o imenso poder e a responsabilidade que é lidar com essas energias!

Mas isso não encerra a possibilidade de elaborar uma “Jornada do Herói” rúnica e ao ser questionado diversas vezes sobre, isso me intriga. De fato, existe uma sequência nas Runas como uma escala evolutiva aos mistérios da vida, mas seria possível contar uma história numa progressão semelhante à do Tarot?

Um caminho possível?

Na Jornada do Herói do Tarot, O Louco navega pelos vinte e um arcanos maiores como uma série de passagens onde podemos delinear em três níveis iniciáticos bem definidos a cada sete cartas: dO Mago aO Carro, depois da Justiça (ou a Força) até a Temperança e a última dO Demônio até O Mundo. No primeiro nível, vemos figuras humanas próximas do nosso dia-a-dia: o pai, a mãe, as instituições, nosso ego até que no segundo e o terceiro níveis vemos processos mais introspectivos, com energias cada vez mais sutis, até finalmente reverter seu despertar espiritual de volta ao mundo, um ciclo que se repete por toda a vida.

Nas Runas, por sua vez, temos três grupos de oito símbolos – os Ætts – com algumas características em comum: a primeira que se relaciona com as rotinas dos antigos povos nórdicos – o gado, os animais selvagens, a troca de presentes; a segunda que fala das forças da natureza – o granizo, o fogo, a morte e a transição até Valhalla (ou Hel), o frio do gelo e a luz do sol; e a terceira que enfatiza o senso de pertencimento a uma comunidade e à realização espiritual – o sacrifício do guerreiro, a missão de vida, a família e a ancestralidade.

Neste ponto, associar as runas com as cartas do Tarot ainda me parecia um atalho perigoso que impedisse a revelação dos mistérios rúnicos, mas chegamos a uma semelhança importante: os três grupos como fases de iniciação.

Um caminho possível

E foi assim que começou a ideia de se elaborar uma “Jornada Rúnica” que eu pretendo explorar nos próximos artigos, mas por hora, o  que você acha da ideia de se ter uma “Jornada Rúnica” como uma forma de se aprofundar nos mistérios rúnicos? Deixe sua opinião nos comentários!

E se esse assunto te chamou a atenção, acompanhe-me aqui para saber mais sobre os mais diversos sistemas rúnicos e suas conexões não tão óbvias com mundo espiritual e nosso dia-a-dia.

Por Adriano Rosa, da Escola SoulCara

Flávio F. de Aguiar: a união entre erudição, linguagem e espiritualidade
Kabbalah
[ 30 de June de 2026 by spellfairadm 0 Comments ]

Flávio F. de Aguiar: a união entre erudição, linguagem e espiritualidade

Num cenário onde o conhecimento muitas vezes se fragmenta, a trajetória de Flávio F. de Aguiar se destaca justamente pelo caminho oposto: a integração. Professor, filósofo, linguista e espiritualista, sua caminhada é marcada por mais de quatro décadas dedicadas ao ensino, à pesquisa e à transmissão de saberes que atravessam diferentes áreas do conhecimento humano.

Com uma formação acadêmica ampla e multidisciplinar, Flávio construiu uma base sólida que inclui diversas licenciaturas e especializações em áreas como Linguística, Filosofia, Teologia, Literatura, Ciências da Religião e Educação. No entanto, mais do que esses títulos, o que define sua atuação é a capacidade de articular esses saberes de forma viva, conectando teoria e prática, tradição e contemporaneidade.

Sua atuação como educador vai além da sala de aula. Ao longo dos anos, tem alunos formados não apenas em línguas — como inglês, francês, alemão, italiano, espanhol, esperanto e hebraico — mas também no pensamento crítico, na reflexão filosófica e na ampliação de consciência. Seu ensino convida à autonomia intelectual e ao questionamento, elementos essenciais para quem busca compreender o mundo em profundidade.

Paralelamente, Flávio trilha um caminho consistente no campo da espiritualidade. Como cabalista, ocultista e membro de ordens iniciadas, ele mergulha nos aspectos simbólicos e esotéricos das tradições, trazendo à tona conhecimentos que dialogam com a experiência humana em níveis mais sutis. Sua vivência como capelão judaico e sua identidade como judeu sefaradita humanista reforçam uma abordagem que une tradição, ética e liberdade de pensamento.

Seu trabalho também se estende à escrita, tradução e comunicação, ampliando o alcance de seus conhecimentos e permitindo que diferentes públicos acessem conteúdos que transitam entre filosofia, espiritualidade e cultura.

Flávio F. de Aguiar representa uma rara convergência entre erudição e sensibilidade, entre rigor acadêmico e profundidade espiritual. Sua presença é um convite ao estudo sério, à reflexão consciente e ao reconhecimento de que o verdadeiro conhecimento não separa — ele integra, expande e transforma.

Mago Martins: entre o caos, o Tarot e o despertar da própria potência
tarot
[ 30 de June de 2026 by spellfairadm 0 Comments ]

Mago Martins: entre o caos, o Tarot e o despertar da própria potência

Em um caminho onde a espiritualidade encontra o autoconhecimento profundo, Mago Martins se destaca como um praticante que transforma a magia em ferramenta real de consciência e transformação. Tarólogo, mago do Chaos e pesquisador das artes ocultas, sua trajetória é marcada por mais de uma década de dedicação aos estudos e atendimentos espirituais.

Atuando na intersecção entre o simbólico e o psicológico, seu trabalho vai além da leitura tradicional de Tarot. Cada atendimento se torna um espaço de investigação interna, onde padrões emocionais, bloqueios e traumas são identificados e compreendidos com profundidade. Seu foco está especialmente no público feminino, conduzindo processos que envolvem cura emocional, resgate de identidade e reconexão com a própria força.

Como membro da SCADU, Mago Martins também se insere em um contexto mais amplo de estudo e prática das tradições ocultistas, trazendo uma abordagem que integra conhecimento estruturado com experiência prática. Sua atuação com a magia do caos amplia ainda mais esse campo, permitindo trabalhar com diferentes sistemas simbólicos de forma flexível, intuitiva e altamente personalizada.

Um dos pilares de seu trabalho está na compreensão de que muitas questões não se limitam ao momento presente. Por isso, suas abordagens também consideram padrões espirituais mais profundos, incluindo vivências que podem atravessar diferentes ciclos de existência, oferecendo uma leitura mais ampla dos desafios enfrentados por seus consulentes.

Após mais de 10 anos de prática, Mago Martins estruturou seu trabalho como missão, expandindo seu alcance e levando o Tarot e as terapias espirituais a um público cada vez maior. Seu propósito é claro: ajudar pessoas a confrontarem suas sombras, compreenderem seus ciclos e retomarem o poder sobre suas próprias histórias.

Mais do que respostas, seu trabalho oferece direção. Mais do que previsões, oferece consciência.

Nádia Andrade: espiritualidade, cura e propósito em ação
terapeuta
[ 30 de June de 2026 by spellfairadm 0 Comments ]

Nádia Andrade: espiritualidade, cura e propósito em ação

A trajetória de Nádia Andrade é um exemplo de como o chamado espiritual pode transformar não apenas uma vida, mas também impactar milhares de outras. Com uma base construída no serviço público, onde desenvolveu valores como responsabilidade, ética e compromisso com as pessoas, sua caminhada ganhou novos contornos a partir de 2019, quando iniciou seus estudos no campo holístico em busca de cura emocional.

O que começou como um processo pessoal rapidamente se expandiu para um propósito maior. Hoje, como sócia-proprietária do Grupo N&A Cartomancia e Terapias Holísticas, Nádia atua diretamente na vida de milhares de pessoas, somando mais de 60 mil atendimentos realizados. Seu trabalho é marcado pela profundidade, sensibilidade e pela capacidade de conduzir processos de orientação e transformação através das cartas, da radiestesia e das terapias espirituais.

Radiestesista, médium sensitiva e estudiosa da Grande Fraternidade Branca, Nádia integra diferentes vertentes espirituais com seriedade e responsabilidade, oferecendo atendimentos que vão além da previsão — focados no autoconhecimento, na cura emocional e no fortalecimento espiritual.

Seu caminho também se conecta com saberes ancestrais. Como guardiã das medicinas da floresta, compartilha ensinamentos sobre a Ayahuasca com consciência, respeito e propósito, sempre prezando pela responsabilidade espiritual e pelo preparo adequado.

Além dos atendimentos online, Nádia é dirigente espiritual da Casa dos Caboclos, um espaço xamânico que se propõe a acolher sem rótulos religiosos, reunindo diferentes tradições em um mesmo objetivo: orientar, cuidar e fortalecer aqueles que buscam respostas e equilíbrio.

Sua atuação representa a união entre experiência, espiritualidade e missão de vida — um trabalho que acolhe, guia e transforma de forma profunda e verdadeira.